sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Do Livro do Prof. Antônio Lopes de Sá, refletindo muito sobre momentos por quais passamos


"Externar superioridade é o hábito de algumas pessoas que se julgam em plano bem mais elevado que o de seus semelhantes.
Os grandes exemplos da humanidade, todavia, deixados pelos verdadeiros sábios, foram sempre os de simplicidade tendo o tempo julgado como viciosos os atos de vaidade.
Simplicidade, todavia, não é aquilo que implica em humilhação, subserviência e nem em submissão, exigindo, apenas e primordialmente, que o ser não espelhe uma aparência de orgulho e de falta de respeito.
Naturalidade, também, não é vulgaridade, mas, sim, espelha-se através de uma forma especial que sendo altaneira é ao mesmo tempo amorosa, a ponto de alcançar a todos sem distinção ou discriminação.
Podemos ter orgulho do que fazemos, mas, não devemos ser orgulhosos perante terceiros, sob pena de nos afastarmos de nossos semelhantes.
Uma coisa é o reconhecimento do valor que possamos dar a nós mesmos e outra é o "complexo de superioridade" (este um defeito da mente, segundo Freud).
Desconheço quem seja infalível em matéria de comportamento, mas, conheço pessoas que conquistam os seus semelhantes pela maneira afável com a qual se comportam.
Transpirar a aparência de grandeza é geralmente uma necessidade que existe naqueles indivíduos que deveras a si mesmo não se consideram grandes (esta é uma das verdades evidenciadas pela Psicanálise).
O presunçoso é um doente, como o é o orgulhoso por excesso de vaidade.

..........Todos podemos ser orgulhosos de nossos pensamentos e atos, mas, nenhum de nós deve transformar tal sentimento em comportamentos de vaidade, empáfia, separatismo ou outro vício semelhante.

..........Alguns homens aos quais delegamos poder, todavia, esquecem-se de suas condições humanas e sejam quais forem as forças que exerçam aqueles as utilizam como se estivessem "acima da vida". "




quarta-feira, 28 de agosto de 2013



Hoje fica a saudade, o sentimento de perda e agradecimento.
Cumpriu sua missão, e deixou bons frutos .... a vida continua  .........



NÃO ponha limites à sua vida!
Procure ouvir as notas harmoniosas e
sublimes do canto maravilhoso que se
evola da natureza.
Viva sorridente e alegre, para espantar
as preocupações, para aliviar as lutas.
Mergulhe sua alma na alma da natureza:
absorva a luz do sol, goze a suavidade da
lua, contemple o esplendor das estrelas,
aspire o perfume das flores.
A vida é bela, apesar das dores e dos
contratempos.

 Paulo Scott
OR.'. Franca - SP

sexta-feira, 23 de agosto de 2013


SEM esforço de nossa parte, jamais atingiremos
o alto da montanha.
Não desanime no meio da estrada: siga à
frente, porque os horizontes se tornarão
amplos e maravilhosos à medida que for
subindo.
Mas não se iluda, pois só atingirá o cimo
da montanha se estiver decidido a enfrentar
o esforço da caminhada.

Paulo Scott
OR.'. Franca - SP
O 1/5 e os 2/5 dos infernos... vivendo e aprendendo

Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu
colonizador, Portugal.
Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e
correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção.
Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam
a ele, diziam "O Quinto dos Infernos".

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos
atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de
"Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e
julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
IBPT, a carga tributária brasileira chegou ao final do ano de 2011
a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro
daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que
significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de
impostos...

Para quê?

Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião
de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com
o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3
Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos"
para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o
dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a
metade dos impostos que pagamos atualmente...!




As Duas Faces da República: Participação da Maçonaria na Formação da República Brasileira

A Maçonaria é fruto do século das luzes. No entanto, ela não foi apenas uma criação desse século iluminado pela razão. Desde então ela vem moldando a história moderna e contemporânea. Um dos episódios marcantes de sua participação na história do Brasil foi a proclamação do regime republicano em 15 de novembro de 1889.
Assim como na Independência tivemos a participação ativa e direta de maçons. Mais uma vez, se manifesta entre seus participantes um antagonismo claro: de um lado, a via democrática, popular, participativa representada nos maçons Silva Jardim e Aristides Lobo; do outro, a via excludente, autoritária e elitista do Marechal Deodoro da Fonseca e seu sucessor Marechal Floriano Peixoto. Antes de tudo, precisamos compreender o que foi a Proclamação da República. Etimologicamente “República” significa “coisa pública”, envolve a direta participação popular e caracteriza-se por ser um regime defensor dos direitos democráticos. Ironicamente o regime republicano no Brasil nasceu através de um Golpe Militar.
Desencadeada por uma parcela reduzida do Exército, a rebelião antimonárquica contou com participação popular nula. Na condição de republicano autêntico, o maçom Aristides lamentou profundamente decepcionado o fato de o povo que, pelo ideário republicano, deveria ter sido protagonista dos acontecimentos não ter tido qualquer participação na Proclamação da República. Sobre esse fato, escreveu a famosa frase: “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava.”
O desapontamento de Aristides Lobo foi compartilhado por outro ferrenho defensor do regime: Silva Jardim. Esse maçom de vida ilibada teve ativa atuação nos movimentos abolicionista e republicano, na defesa da mobilização popular para que tanto a Abolição quanto a República, produzissem resultados efetivos em prol de toda a sociedade brasileira.
Realizou inúmeras viagens pelas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais promovendo comícios em prol da república nascente. Dialogava diretamente com as massas populares. Sua morte não foi menos irônica do que o nascimento do regime republicano. Depois do golpe, Silva Jardim, melancólico e decepcionado com os rumos políticos da nação decide visitar a Itália. Durante seu passeio pela cidade de Pompeia ele morreu nas lavas incandescentes do Vesúvio.
A República idealizada por esses maçons sem sombra de dúvida foi muito mais altiva e justa do que a proclamada pelos militares e também maçons: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
O governo do segundo Presidente da recém-criada República, o Marechal Floriano Peixoto, foi marcado por deportações de intelectuais, políticos e militares. Até mesmo o poeta Olavo Bilac futuro patrono do serviço militar seria mandado para os confins da Amazônia, por discordar da linha-dura implementada pelo Marechal. Não é à toa que o golpe militar de 1889 deu origem à República do Café com Leite, um dos regimes mais excludentes da história do Brasil.
Por causa da falta de ilustração desses dois militares os primeiros dez anos de República foram de uma permanente perturbação da ordem. Guerras civis, revolta armada no Rio de Janeiro, revolução federalista no Sul, Canudos, na Bahia. Foram anos de grandes e intensos conflitos. No processo de proclamação da República, a Maçonaria atuou como um grande meio de sociabilidade que reunia grandes personalidades políticas. Dentro de seu quadro sempre houve ideias divergentes. Essa dualidade aqui representada entre os maçons militares: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto e os maçons civis Aristides Lobo e Silva Jardim expressa o espírito dialético da ordem.
Ao meu ver, os maçons militares permitiram que os interesses do exército sobrepujassem os ideais liberais defendidos pela Maçonaria. No entanto, suas ações não sintetizaram os ideais da ordem, pois encontramos nos civis Silva Jardim e Aristides Lobo verdadeiros representantes da liberdade e dos bons costumes.


Enviado pelo Ir.’. Igor Guedes de Carvalho • Aprendiz Maçom • Placet: 25309
Loja Vigilantes da Colina Nº 68 • Grande Loja de Minas Gerais • MG

Edição 10Tempo de Estudos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013


A política do pão e circo
Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”,  a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.
Esta situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com o Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente e a condição de vida da maioria da população é difícil. O nosso governo, tentando manter a população calma e evitar que as massas se rebelem criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela os economicamente desfavorecidos e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas.
Estes programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, educação e qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. E ao invés dos circos romanos, dos gladiadores lutando no Coliseu, temos nossos estádios de futebol e seus times milionários. O brasileiro é apaixonado por este esporte assim como os romanos iam em peso com suas melhores roupas assistir as lutas nos seus estádios. O efeito político também é o mesmo nas duas épocas: os problemas são esquecidos e só pensamos nos resultados das partidas.
A saída desta dependência é a educação, e as escolas existem em nosso país, mas há muito que melhorar. Os alunos deveriam sair do Ensino Médio com uma profissão ou com condições e oportunidades de cursar o nível superior gratuitamente, e assim garantir seu futuro e de seus descendentes. Proporcionar educação de qualidade é um dever do estado, é nosso direito, mas estamos acomodados e acostumados a ver estudantes de escolas públicas sem oportunidades de avançar em seus estudos, e consideramos o nível superior como algo para poucos e privilegiados (apenas 5% da população chega lá). Precisamos mudar nossos conceitos e ver que nunca é tarde para exigirmos nossos direitos.    
Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e assim, se desligar desse vínculo com o “pão e circo”, pois estes são os meios para reduzir a pobreza. Precisamos de governos que não se aproveitem das carências de seu povo para obter crescimento pessoal, e sim que deseje crescer em conjunto.
(Artigonal SC #584140)

Artigo de Bruna Rocha Witt - estudante do Curso de Letras, trabalha em Jornal – Cidade de Osório/RS


A Maçonaria e o Direito

A Maçonaria e o Direito andam de mãos dadas. Não se nega naquela o que está contido naquele . Se aquela prega a existência de um principio criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo, aquele se funda em muitas das suas regras, tanto quando regula a conduta dos indivíduos na sociedade, quanto a disciplina, em verdadeiros princípios que nos foram legados por Jesus Cristo. Se não houvesse iluminação do Grande Arquiteto do Universo, as nossas leis por certo seriam bizarras, desproporcionais e arrogantes. Tudo o que os nossos juristas e júris-consultos fazem para enriquecer o Direito, fornecendo subsídios aos nossos legisladores, advém de permissão intelectual do Criador do Universo.
Portanto, tanto aquela quanto aquele, pregam unissonamente o mesmo principio criador.
Aquela não traça limites à livre investigação da verdade.. Aquele obedece o mesmo cromossomo. Se a verdade é o ponto básico do Direito, não se sobrepõe a ele limites nem restrições em busca da verdade.Se assim não fosse, tanto aquela quanto aquele seriam instrumentos de disfarces, de ilusões, de subterfúgios, transformando-se em verdadeiro engodo.
A verdade é a pedra basilar do Direito, assim como é o principio fundamental da Maçonaria.
Aquela é acessível aos homens de todas as classes e de todas as crenças religiosas e políticas. Aquele não faz nenhuma restrição a quem invoca na sua pretensão material. Quando a Constituição Federal nos diz que todos são iguais perante a lei, a Carta Magna  nos espelha que ao ter acesso natural à justiça, a acessibilidade não impõe restrições a crenças religiosas, nem políticas,  não distingue o pobre do rico, nem o branco do preto.
Se o acesso àquela é livre, naquele também o é. Nela desbasta-se a Pedra Bruta, nele desbasta-se uma bruta pedra. Portanto em ambos os princípios, nivelam-se.
Aquela proíbe em suas Oficinas, toda e qualquer discussão sobre matéria política ou religiosa. O faz com a sua autoridade disciplinar. Aquele não discrepa dessa disciplina pois impõe aos litigantes que se atenham às matérias discutidas, não permitindo que situações estranhas façam parte da discussão.
Denota-se que tanto aquela quanto aquele, exercem o poder disciplinador, necessário para  coesão, para estabilidade das instituições.
Aquela recebe Profanos quaisquer que sejam as suas opiniões políticas e religiosas, ainda que pobres, mas livres e de bons costumes. Aquele não impõe restrições a quem lhe bate às portas. Se o remédio jurídico é a busca do Direito, há que ser analisada a sua pretensão e dado ao seu pedido o caminho que a lei determina.
Aquela combate a ignorância, é escola, prega a honra, a justiça, o amor ao próximo, a felicidade humana e a emancipação progressiva e pacifica. Aquele impõe, através do Estado, o combate ao analfabetismo, à ignorância. É escola desde os primórdios da existência humana, funcionando como fonte de enriquecimento e aperfeiçoamento de todas as gerações. Impõe o respeito à honra e a protege.
Tem na justiça o esteio de aplicação, não fugindo ao principio do amor ao próximo e a felicidade coletiva que são privilégios do Estado na aplicação do Direito. Prega em seus códigos uma emancipação pacifica e progressiva, exercendo poder de coação legitima sobre os cidadãos.
Por fim vê-se que tudo o que é principio fundamental naquela encontra amparo naquele.
AQUELA E AQUELE SÓ SE DIVORCIAM NO FINAL DAS LETRAS “a”  e  “e”.

Artigo publicado pelo Ir. Rosalvo José da Silva Júnior – Revista Trolha Set/1996 – N 119 Ano XXVI



NÃO ponha limites à sua vida!
Procure ouvir as notas harmoniosas e
sublimes do canto maravilhoso que se
evola da natureza.
Viva sorridente e alegre, para espantar
as preocupações, para aliviar as lutas.
Mergulhe sua alma na alma da natureza:
absorva a luz do sol, goze a suavidade da
lua, contemple o esplendor das estrelas,
aspire o perfume das flores.
A vida é bela, apesar das dores e dos
contratempos.

 Paulo Scott
OR.'. Franca - SP